A assunção que Cristo é filho de Deus é o mistério fundamental da fé cristã e portanto indiscutível. Este facto não impede que se tenha raciocinado sobre este mistério para o entender melhor mas é preciso não esquecer que se tratarão de ideias elaboradas pelo homem e que por mais categorizado que seja o pensador poderão estar ou não certas e nunca poderiam ser elaboradas como dogmas.
Eu penso que Cristo, vindo na eternidade, veio passar na terra um tempo previamente estabelecido para cumprir uma missão cujos resultados sempre conheceu.
Como seria esta harmonia perfeita Deus-homem. Seria um Deus com aspecto exterior de homem
Ou um Deus com um sopro de Deus?
Para mim só a primeira hipótese é de considerar. Antes de vir à terra Cristo já existia assim como continuou a existir depois de ter morrido.Com esta premissa, artigo de fé, Cristo teria sido plenamente Deus embora na sua fase terrena tivesse aspecto de homem.
Mas Cristo teria uma biologia igual à nossa?
Os Evangelhos não dão a mínima resposta a estas questões.
Cristo teria o mesmo património genético que nós? Cristo teria tido dores? Cristo terá sofrido?
Atendendo à missão de Cristo o património genético não existiria. Os genes garantem a transmissão de algumas características através das gerações, facto que não se enquadra na missão de Cristo
Cristo teria nervos que transmitissem sensações dolorosas? Não temos qualquer dado que nos permita responder. Poderemos pensar que se o objectivo da dor é avisar o organismo de uma lesão este mecanismo em Cristo seria desnecessário
Cristo terá sofrido na cruz? Não me parece. A sua morte representava o fim da sua missão na terra.
Cristo, tendo sempre como Deus a visão da eternidade, não poderia sofrer.
· Geração por relações conjugais
· Geração por partenogénese – divisão do ovo sem participação dos espermatozóides
· Intervenção divina total de um modo desconhecido
Para mim só a última hipótese pode ser correcta. Se Cristo tinha uma estrutura biológica diferente, a sua geração também teria que ser diferente